Como o Envelhecimento Influencia Nossa Mobilidade?
- Sidiclei Souza
- 6 de jan.
- 3 min de leitura
Por Kevin Carr
Original Disponível em: https://www.strengthcoach.com/resource/68e8dde0e77e7570ae0b745b
Tradução Livre: Sidiclei Souza
Nossa mobilidade e flexibilidade começam a diminuir mais cedo do que a maioria das pessoas imagina, muitas vezes aos 30 anos. Os tecidos endurecem, a elasticidade desaparece e os efeitos de permanecermos muito tempo sentados e menos em movimento começam a inluenciar na forma como nos movemos. Essas mudanças são em parte biológicas, em parte comportamentais. Perdemos mobilidade não apenas porque envelhecemos, mas porque paramos de nos mover como costumávamos. À medida que as articulações e os tecidos conjuntivos ficam mais rígidos, os movimentos cotidianos, como vestir-se, levantar-se e alcançar objetos acima da cabeça, podem parecer mais difíceis ou até dolorosos. Com o tempo, isso leva a menos movimento, mais desconforto e menor independência. Quando as articulações perdem sua capacidade de se mover através de amplitudes de movimento completas e adequadas, o corpo se adapta movendo-se de maneiras menos eficientes. Essas compensações podem levar ao uso excessivo de determinadas áreas e à tensão excessiva, afetando não apenas como nos movemos, mas também por quanto tempo permanecemos saudáveis e ativos.
Como Nossos Tecidos Moles Mudam?

Com o envelhecimento, o tecido conjuntivo que envolve e sustenta nossos músculos, conhecido como matriz extracelular, sofre várias mudanças. Estas incluem aumento no colágeno rígido, diminuição nas fibras elásticas e redução nas substâncias lubrificantes que facilitam o deslizamento dos tecidos (Fede et al., 2022). Consequentemente, o tecido se torna menos flexível e menos capaz de se adaptar ao estresse. Essa rigidez dificulta o deslizamento suave e o movimento dos músculos, diminuindo sua capacidade de se contrair e funcionar de forma eficaz.


As figuras acima demonstram a diferença no teor de colágeno no tecido conjuntivo de entre jovens e idosos.
Como Nossas Articulações Mudam?

Nossas articulações também passam por transformações à medida que envelhecemos. As cápsulas articulares engrossam gradualmente e tornam-se mais rígidas, enquanto a composição e volume de líquido sinovial, o lubrificante dentro de nossas articulações, diminui (Marucci e Reggiani, 2000). Essas alterações contribuem para o aumento da rigidez e redução da amplitude de movimento.
Como Nossos Músculos e Sistema Nervoso Mudam?
O envelhecimento também afeta a forma como o nosso sistema nervoso controla a atividade muscular, afetando diretamente a mobilidade das articulações. Especificamente, muitas vezes há um aumento na coativação do antagonista, onde os músculos opostos a um movimento (como os isquiotibiais durante a extensão do joelho) tornam-se excessivamente ativos (Marucci e Reggiani, 2000; Kubota, et al 2023). Essa mudança é uma estratégia compensatória empregada pelo sistema nervoso para aumentar a estabilidade articular em resposta à diminuição da força que acompanha o envelhecimento e a inatividade. No entanto, esta coativação aumentada pode levar à redução da eficiência do movimento e a uma restrição na amplitude de movimento nas articulações.

Um Círculo Vicioso?

As mudanças biológicas naturais que acompanham o envelhecimento são muitas vezes amplificadas pelo declínio da atividade física que tende a ocorrer com a idade. Isso cria um Círculo Vicioso; menos movimento leva a maior rigidez, fraqueza e imobilidade, o que, por sua vez, torna o movimento mais difícil e menos elegante. Com o tempo, essa espiral descendente acelera o declínio físico e reforça as próprias barreiras que impedem as pessoas de se manterem ativas. Embora algumas das mudanças biológicas que ocorrem com o envelhecimento sejam inevitáveis, podemos retardar significativamente sua progressão e preservar a mobilidade por meio de treinamento intencional e movimento diário. As seguintes intervenções focam nos principais fatores que contribuem para o declínio da mobilidade:
O Que Devemos Fazer:
Trabalho com o Rolinho de Espuma para os tecidos moles: Reduz o tônus do tecido, diminui a sensibilidade periférica e melhora a tolerância ao alongamento, resultando em aumentos de curto prazo na flexibilidade e na amplitude de movimento. Além dos efeitos fisiológicos, também pode reduzir as sensações de rigidez e dor, ajudando os clientes a se sentirem mais preparados e dispostos a treinar.
Experimente esta rotina com rolinho de espuma de corpo inteiro:
Treinamento de Mobilidade Ativa: Mantém a amplitude de movimento das articulações, modulando o reflexo de alongamento, reduzindo a tensão neural de repouso dentro dos tecidos conjuntivos e aumentando a sensação geral de mobilidade.
Experimente esta rotina de mobilidade de corpo inteiro: https://youtu.be/-2V_sdTmQT8
Treinamento de Força de Corpo Inteiro: Preserva a força, aumenta o controle neuromuscular e evita os padrões excessivos de coativação muscular que muitas vezes acompanham o envelhecimento.
Treinamento de Força com Amplitude de Movimento Completa: Desenvolve força em toda a amplitude funcional dos movimentos, mantendo a extensibilidade muscular e a integridade da cápsula articular e da cartilagem.
Atividade Física Diária: Incentiva o movimento articular regular e a circulação do líquido sinovial, melhorando a flexibilidade e minimizando a rigidez nos músculos e tecidos conjuntivos.


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